“Oh baby, when I feel this way…”

A minute seems like a lifetime
Oh baby, when I feel this day

Olha só esses lençóis brancos nessa cama de solteiro,
Impecáveis e imaculados nesse quarto tão vazio,
Eu ando dormindo num velho sofá, com um livro a tiracolo,
Apenas adormeço escutando o tic-tac voar pela noite,
Apenas um minuto para balbuciar algumas palavras sensatas,
Mas eu sinto que esse tempo congelou tudo ao redor,não há mais palavras,
E quando eu me sinto assim, eu apenas dou um sorriso sarcástico,
Porque o que eu tinha para dizer já foi dito, mas eu repito,
Eu repito quando eu me sinto assim…quando eu me sinto assim,
Meus pensamentos não tem chão…sou eu que escorrego nas horas,
Tic-Tac, Tic-tac…derretendo, dançando,escorrendo,bebendo…sozinha.

Eu estou retomando minha sensatez minuto a minuto,
Mas Amor, é muito difícil pra mim, então eu desisto,
Há muitas coisas a serem ditas, e quando eu me sinto assim,
Estou me embriagando com um vinho barato, sentada num velho sofá,
E então eu acordo e ainda estou com meus sapatos e roupas
Os dias escorregam devagar em minhas emoções, é assim que eu me sinto,
E quando eu me sinto dessa forma, não pergunte porquê, apenas aceite
Apenas aceite os meus lençóis sem vincos, esticados de forma militar,
Por quê?Por quê ando dormindo em um velho sofá, e quando eu acordo,
Quando eu acordo quero apenas voltar a dormir novo, lá onde as horas não passam,
Lá onde estou a recolher roupas amassadas pelo chão, duas taças em cima da mesa,
E pela manhã eu lhe observo do sofá com papéis e caneta, está dormindo agora,
Nessa cama com lençóis amassados…eu posso ouvir sua respiração devagar.
Nessa cama, com lençóis pecaminosos há provas de um crime…

Sittin lookin at the clock
Oh time moves so slow
I’ve been watchin for the hands to move
Until I just can’t look no more

Horas e horas de trabalho todos os dias, talvez eu escreva algo,
Ou talvez eu apenas quero ficar com olhos bem abertos,
Porque cada vez que eu sonho, é como se todas as manhãs,
Durassem uma eternidade, e quando chega a noite,
Há um raio de sol que me aquece, porque durante o dia,
Durante o dia eu tento em vão esquecer aquele que me tira o sono,
E então as horas seguem rolando como as pedras de uma montanha errante,
Durante um terremoto noturno eu ando descalço pelo quarto,
Talvez eu me deite novamente, e de olhos bem fechados, eu peço
Peço para não acordar mais, eu peço por lençóis trocados,
Sapatos, roupas, vergonha, medo, ansiedade, sensatez,
Peço para que tudo isso esteja atirado no chão,
E que eu continue escorregando, deslizando,sem abrir os olhos,
Porque toda vez que eu fecho meus olhos embriagados,
Toda vez que eu me sinto deste jeito, vem um Incubus me visitar…

Trains

Estou esperando numa estação de trem, com agasalhos velhos,
Minhas mãos estão tremendo mesmo usando luvas,
Velhas e brancas como o orgulho e a teimosia dos tolos
Elas mal cabem em minhas mãos agora, mas o que importa?
Enquanto a chuva está caindo torrencialmente, eu espero o trem,
Nessa estação vazia e tão gelada, eu vejo pombos imundos,
Todo mundo foi embora, mas os restos ficaram para trás.

Always the summers are slipping away
Find me a way for making it stay

E quando a noite chega, em meus sonhos, eu toco seus lábios incógnitos,
Eles estão gelados agora, eles se movem, porém eu não entendo nada,
E como num filme de Luis Buñuel, tudo se torna sem sentido,
E eu vejo seu corpo se derreter como uma vela em um altar de romaria,
E numa outra cena desse sonho você está em pedaços, cacos de vidro,
E eu continuo ajoelhada, tentando juntar os pedaços e fazendo um vitral.
Talvez eu possa moldar esse vitral no altar de minha memória.

Talvez eu lhe diga adeus seguindo os trilhos, está chovendo agora
Talvez eu olhe para trás, e então posso fingir então, ao me despedir,
Que este meu rosto molhado é apenas as gotas dessa chuva me lavando a alma.
Eu poderia apenas ficar aguardando na estação, mas o verão passou,
O outono chegou e as folhas estão caindo, e eu estou apenas juntando,
E numa disciplina rigorosa eu as coloco dentro de um saco preto.
Mas com o passar dos dias, eu as jogo no chão novamente, e então eu me deito.
E eu adormeço novamente, e quando o trem passa, eu sigo sem rumo,

E numa próxima estação estarei a esperar novamente, um pouco de Amor.
Como faremos quando as próximas estações adormecerem de novo?
O que farão os tolos de novo ao divertir o rei?
E o meu orgulho será ceifado como uma alma sem salvação?
O que estou fazendo agora?Dormindo jogada numa estação com goteiras,
Seguindo sozinha noite com um terço azul nas mãos e uma prece a murmurar.

Estou beijando concepções vazias e sem razões de existir, falsas convicções, doces ilusões?
Está tudo bem agora…Meu Amor, está tudo bem agora, talvez eu acorde de novo.
E como uma cão sarnento e com fome, estou agora seguindo os trilhos,
E virão então outras estações, na primavera eu cuidarei de minhas flores,
E talvez eu volte numa outra estação, e continuarei a esperar olhando os trilhos,
E quando a locomotiva passar, talvez eu entre e sente ao lado, e então de olhos baixos,
Eu vou tirar a flor de meus cabelos e lhe entregarei, e então eu não direi mais nada,

Descerei na próxima estação, e então ficarei a balbuciar por anjos e demônios.
Ou apenas vou ver rostos na janela, e eu vou acenar um adeus, sentindo frio,
Eu toco seus lábios e eles sempre continuarão gelados, até o próximo verão,

[Numa outra estação, eu aguardo os trens carregados de razão]
[Em todas as estações chuvosas, estou buscando falsas emoções]
[E neste trem de ilusões eu me aqueço nas cores de um inverno]
[E seus lábios estão gelados…você move os lábios, mas eu não entendo]
[Os trens barulhentos estão cantando uma canção triste]
[ E no meu sonho de Luis Buñuel, teus olhos ardem como fogo]

[Mas teus lábios estão sempre gelados…e então eu lhe beijo]
[Tocando-lhe a face com minhas luvas que mal me servem. Porquê?]

Está tudo bem…está tudo bem agora,
Os trens estão passando carregados de desejo,
E a chuva está caindo me encharcando de loucura,
E eu estou sonhando como uma criança,
E nesse sonho eu brinco com locomotivas,
Nos trilhos da sala de estar eu vejo as locomotivas apitarem.
E em círculos elas passam apenas por uma única estação…

When I hear the engine pass
I’m kissing you wide
The hissing subsides
I’m in luck

Está tudo bem agora…está tudo bem agora…

When the evening reaches here
You’re tying me up
I’m dying of love
It’s OK

Volte a dormir agora…
Foi apenas um sonho,
E eu sou apenas uma criança, brincando nas estações.

Lies on the first day only…First April…dear…

Believe in me as I believe in you…

Numa manhã qualquer  eu amaldiçoei seu nome,

E numa cascata de orgulho ferida, no meio da noite

No alvorecer da manhã eu disse solitariamente,

Eu não me importo, eu não me importo.

Mas é tudo mentira, tudo mentira…

Você sabe que eu me importo,

Eu não sei mentir meu Amor…

Amor, eu te Odeio…eu te Odeio,

Mas você sabe, você sabe…

Mentiras, Mentiras, é tudo mentira

Basta olhar em meus olhos e ver que estou mentindo.

E quando meus ombros pesaram em meu orgulho,

Amando você na minha mentira e ódio eu comecei:

Eu não amo você, eu não te amo, não mais,

Neste primeiro dia de abril, eu posso dizer,

Amor, eu não importo…Amor, eu não te quero,

Meus desejos são apenas em vão, estou apenas me divertindo.

E neste primeiro dia de Abril, então eu posso blefar.

É o único dia que eu vou fingir não estar de joelhos.

Amor, eu não consigo te enganar, você sabe que eu te Amo,

Eu sou atriz de uma divina comédia pastelona de quinta categoria,

Eu não consigo me conter, enquanto eu sussurro “Eu te Odeio”

Eu seguro fortemente sua mão, eu toco sua face,

Eu odeio…eu odeio toda a sua maldita beleza…Amor…

Eu não sei mentir usando adjetivos, Amor eu queria…

Eu queria ser mais Forte e segura ao dizer “Eu te Odeio”,

Mas meu rosto ruboriza e eu me entrego de novo.

Amor…você sabe que eu não sei mentir…olhe só pra mim!

Sou uma criança que quando come balas escondida,

Diz: “Não fui Eu!”…,Mas meus dedos estão melados,

Amor, eu me entrego…estou derretendo…agora,

Estou derretendo junto com minhas mentiras ensaiadas,

Eu não estou esperando por você, eu não me importo!

Minha memória não tem recordações suas, é tudo mentira!

Eu não estou te dizendo: “Eu te amo tanto”,

Minha mente não está angustiada, e eu te odeio…

Amor, olha só minhas cartas, elas são todas ruins,

Olhe…estou pedindo Truco…um black Jack estourado…

Amor, eu perdi tudo…porque eu blefei,

Meu blefe foi péssimo…foi a culpa do vinho…

Amor…dê risada agora…até um vinho engana melhor.

Já percebeu isso, quando estamos sentados, bebendo,

Parece que estamos bem…mesmo depois de 5 taças,

Está tudo bem, as pessoas conversam, e então nos levantamos,

O nosso corpo mentia o tempo todo…as pernas tremem…

Amor, quando eu te vejo…eu fico embriagada, mas não foi você,

Eu tomei muitas taças de vinho imaginário antes de dormir,

E então eu finjo que minha embriaguez é culpa do vinho,

Quando eu te vejo e fico atordoada…foi porque eu bebi…

Amor…estou mentindo…estou mentindo…basta olhar nos meus olhos,

Eles estão brilhando pra você agora, e com ódio eu lhe beijo e mordo o pescoço.

Eu queria dizer, “hey você é um tolo”, mas não consigo,

Meus olhos me entregam, meus pés me entregam,

Pois eles estão apontando pra você, o meu corpo inteiro,

O corpo fala meu Amor…o meu está contando uma história agora,

Você me disse que gostava de história…eu me lembro…

Amor, eu não lembro de nada, nada do que você me disse.

E de noite estou me recordando de cada palavra que me disse.

E eu lembro disso porque te Odeio…Eu te Odeio o Tempo inteiro.

Eu odeio sua pele assim, branca,

Eu odeio a curvinha do seu pescoço,

Eu odeio sua sinestesia e suas cores verdadeiras,

Eu odeio seu gosto musical,

Eu odeio seus olhos,

Eu odeio quando me fala para tomar cuidado,

Eu odeio suas fotos,

Eu odeio teus cabelos,

Eu odeio sua alma,

Eu odeio as covinhas do seu rosto quando você sorri,

Elas são muito feias, eu tenho pesadelos de noite…

Amor, tu és a coisa mais horrenda e grotesca que eu já conheci,

Eu odeio tudo, tudo em você, estou esperando você…Porque eu Te Odeio!

Quero lhe dizer: Amor…eu não te amo, nunca te amei, você é um tolo.

E eu te Odeio…Eu te odeio…Porque está rindo?Eu te Odeio!!

Estou esperando você me mostrar o contrário, olhar nos meus olhos e dizer:

“Mentirosa!Mentirosa!Com essa cor vermelha aí você não engana ninguém.”

Consegue ver a cor vermelha ao meu redor?Diga então que estou mentindo.

Eu te desafio a jogar a moeda pra cima, vamos brincar de verdade ou mentira.

Prove então que meu blefe é fraco, me abrace e mê dê um beijo,

Me mostre o quanto as cartas em minhas mãos são fracas e mesquinhas

Me provoque, porque eu vou odiar tanto, tanto…que vou pedir bis.

E então você vai ter que me provocar de novo…eu demoro para entender…sabia?

Eu sou orgulhosa Meu Amor…Tenho o mal de São Tomé…

Eu tenho que tocar seus lábios,  você tem que segurar minha mão.

Para lhe provar o quanto eu te Odeio…e eu tenho que fazer isso,

Várias, várias e várias vezes…de diferentes formas…Amor…eu Te Odeio.

Venha aqui, deite ao meu lado, eu vou arranhar suas costas,

Enquanto eu beijo a curva do teu pescoço, eu arranharei suas costas…

Arranharei bem devagar… porque… Eu te Odeio tanto que quero ver você sofrer,

Eu só quero ver sua pele arrepiada desse jeito…você sabe porque…Eu te Odeio!

Toque então minha pele e me leve de volta pra casa…me provoque outra vez…

Eu te odeio…eu te odeio…Amor…Eu te odeio!Olhe nos meus olhos…

Eles brilham assim porque…você sabe não é?Eu te Odeio…

     All that lies around put me where I am, where I stand
   Tell me can you hear all the pretty sounds to hear
   Tell me can you see all that lies around…

Do you want to ride down the hill on my back?On my back lying down on the job…Nobody slacking over here

The Battle of Evermore

No meio de tudo há o Nada,

O conjunto vazio da matemática,

Eu vejo os números imaginários no ar,

Eu tento resolver equações sem solução,

Usando métodos longos e cansativos,

E no meio desse Caos, dessa poesia,

Há o cheiro doce…Caramelo…

E no meio da noite as estrelas caem,

Caem neste lugar, onde as estrelas dormem,

Me dê um pouco disso, só um pouco,

Um pouco de cada vez, eu me aconchego em teus pés.

Lá…lá onde as labaredas queimam,

Lá onde está está queimando uma fogueira,

Os meus medos estão queimando,

O meu corpo, minha alma, pega fogo,

O Caramelo está derretendo, na fogueira,

Estou queimando a ponta de meus dedos,

Delirando no cheiro doce e quente

Caramelo…Caramelo…

Eu queimo meus dedos e a ponta da língua em ti

Enquanto você está quieto e pensativo sentado em sua pedra,

Eu toco minhas castanholas, no ritmo alucinado de seu pensamento,

Eu não sei qual é o ritmo, mas eu toco como eu acredito que seja,

Tudo começa suave, tem seus momentos de fúria…depois vêm a paz…a treva de novo.

Pode ouvir meu Amor?As castanholas batem fortemente uma na outra…depois…

Suavemente, acompanhando notas doces de um violão espanhol…

Notas doces…com cheiro de Caramelo…

Enquanto toco minhas castanholas,

Estou batendo meus pés num ritmo flamenco,

Eu te vejo sentado numa pedra, numa linda pedra

Há pedras menores, cobertas de musgos,

[Ao teu redor]

Meu Amor, você não escorrega neles, e não conversa com eles

[Eu não cheguei nesse nível ainda]

Você diz…você diz…Eu me lembro…eu me lembro

De cada palavra que me diz, sabia disso?

Estou estalando meus dedos, te convidando pra dançar

A fogueira está queimando, o Eremita está em silêncio,

[“Quando eu brinco de ermitão”, ele diz….]

Eu estou esperando meu Amor me chamar,

Estou entrando em Colapso,

Estou absorvendo todas as emoções e sensações em meu redor,

Amor estou queimando, jamais negarei isso,

Amor, olhe o horizonte…e sinta…sinta,

Pode ver o quanto sua alma é bonita?

Sua alma…sua doce e solitária alma,

Que em momento de Fúria, grita,

Mas ela grita, sutilmente, no Silêncio.

Sua Alma, sua Alma, Meu Amor,

Ela tem todas as cores do arco-íris

E o cheiro de Caramelo, é intenso em ti,

Na escuridão da noite, eu puxo seus fios

Caramelo, Caramelo, Caramelo…

Eu vejo seu reflexo na luz do sol

Você brilha igual um prisma, Meu Amor…Tuas Cores

Tuas cores são cheirosas…são cheirosas

Em três tempos meus pés se movem,

Na minha dança da Andaluzia,

Eu abro e fecho meu leque, escondendo meus olhos,

Mas eu mostro meus punhos, e o dorso de minha mão,

Elegantemente deixo escapar um pedaço de minhas perdas,

Enquanto rodopio com as castanholas chorando em minhas mãos,

E você está lá, fumando um cachimbo…Coisas de Eremita…

Eremita, apague a luz de sua lanterna,

Eu quero te iluminar com a luz de minha fogueira eterna,

Eu a acendo somente para ti, Eremita,

O combustível dela, é apenas meu Amor,

O Tempo apenas a torna mais forte…apenas a alimenta sua combustão.

Eleve-se no alto das montanhas,

As pedras rolam montanha abaixo,

O deslocamento delas move a terra,

E então a terra se mistura no orvalho,

Sinta o cheiro, Meu Amor, sinta esse cheiro.

Agora…Agora…Agora…Agora…Agora

Pode sentir Agora?Pode sentir Agora?

As pedras rolam, as pedras rolam,

Montanha abaixo, Montanha abaixo,

Caindo dentro de um lago, dentro de um lago.

Há luzes coloridas no céu…Amor…consegue vê-las?

Auroras Boreais, Amor, já viu uma Aurora?

As fagulhas da minha fogueira, quando sobem para o Céu,

Ficam dançando lá no alto…Aurora Boreal…Fogueira Boreal,

É o calor de minhas emoções, a Fúria de meus sentimentos.

Dançando na escuridão da noite,

Num quarto fechado o grilo canta,

No meu universo particular, há várias coisas,

Existe o Anjo, o Demônio, existe a criança, existe o Homem,

E são todos uma única pessoa, O Eremita…

Meu tempo é o aqui e o agora…e o depois

Neste lugar…neste lugar…

Amor, olhe o horizonte, o sol está sorrindo,

Eu vejo as rosas perto de ti, num canteiro,

E elas meu Amor…são lindas, cheirosas

Mas o cheiro de Caramelo predomina,

Todo o Tempo…neste lugar…quando tu me olhas

Por dentro, assim, mesmo de longe…Meu Amor,

Você é único, Eremita que lê pensamentos.

Amor, cante uma canção para mim,

Cante um poema na beira da fogueira,

Diga Bang!Diga Bang!Diga Bang!

E então eu cairei rindo!E depois vou correr,

Vou correr numa dança andaluz…

Basta você bater palmas ritmadas,

E eu voltarei perto de ti…agora eu estou voando

Voando com minhas asas quebradas…

Amor, tem uma árvore seca de galhos retorcidos,

Querido, eu amo árvores, venha comigo…

Estou subindo numa árvore, estou esperando você dizer,

[Você é teimosa, “você já quebrou alguma coisa?”]

[“Lembra que eu te falei?Tome cuidado!”]

Amor, estou te observando, como uma coruja numa árvore,

Meus olhos são grandes, tudo em meu rosto, é exagerado.

Estou sentindo minha paz agora,

Neste lugar, tão escondido, sorria meu Amor!

Quando você está no alto de sua montanha,

Consegue me ver sorrir?Amor, estou em Colapso.

A areia do tempo está escorrendo em minhas mãos,

Grão a grão, eu estou construindo meu espelho,

Você construiu sua redoma, sua redoma nas montanhas,

Eu estou construindo um espelho, Amor…estou te vendo

Enquanto está sentado aí, na sua pedra,

Com  seu cajado assentado na beira de seus pés,

Eu estou dançando…estou dançando olhando pra você.

E você está olhando para baixo, tocando a pedra com as pontas dos dedos,

De vez em quando você ergue os olhos, e me vê?

Quando você me vê, saiba que estou abaixando meu leque, aos poucos,

Veja um pouco de meus olhos, a cada dia, eles se revelam mais.

Diga Bang!Diga Bang!

Caramelo, eu vejo você em ponto de Bala,

Em meus sonhos, neste lugar que você tanto adora,

Estou puxando todos os seus fios, fios de bala,

Fios de Caramelo derretido!

Estou fazendo um vestido para mim,

Pois seus fios, seus fios me aquecem,

Na escuridão da noite, no alvorecer do dia,

Na incerteza dos dias, eu estou te puxando.

Caramelo, tu tens um gosto tão bom…

Caramelo, caramelo…caramelo com cores do arco-íris,

Dance na escuridão da noite, dance, dance comigo.

Eleve sua alma para os céus, ela se transformará

Na mais linda Aurora pela noite, num arco pela manhã…

E diga Bang!Dia Bang!Diga Bang!Meu Amor!Diga…BANG!

Me atinja com seu raio perfumado de luz, me pinte com suas cores!

Agora, Agora,Agora…

Eu estou sentindo a curvatura do tempo espaço,

Eu posso sentir isso…quando eu te vejo…eu derrapo nessa curva,

Eu não tenho medo, de me acidentar nessa curva…ela é Suave…

Quando sinto sua fala, sua conversa, eu estou voando,

Para um novo lugar…um novo lugar…mente angustiada…

Estou indo para o lugar dos esquecidos,

Amor, me tome a mão e diga,

Não abandone a escuridão do seu fogo ambíguo,

Oh Amor, eu estou indo, eu estou indo,

Amor, estou indo embora, me dê um beijo,

É tudo o que eu mais quero, me dê um beijo nas montanhas de Andorra,

E quando me ver partir, quando eu abaixar meu leque, e me ver chorando,

Dia Bang!Diga Bang!Amor, me diga…Bang!

E então, neste lugar, eu ficarei…eu ficarei então…

Somente se me pedir, para que fique

Oh Deus…somente ele sabe o quanto quero

Pertencer a este lugar, este lugar que você chama de seu.

Estou tocando minhas castanholas…no ritmo do seu coração,

Devagar…devagar…ele toca tão devagar…estou encostando em seu peito,

E ele sobe calmamente a cada respiração tua…está cansado Amor,

Te dou todo o Tempo do mundo…Amor, estou esperando

Curtindo uma música com acordes flamencos…

Amor, Estou fazendo um vestido novo,

Amor, Estou derretendo junto com você,

Assim eu acredito, assim estou esperando,

Você se derreter, Amor, se derreta, eu quero seus fios,

Caramelo, Caramelo,

Eu vou me envolver, eu vou te pegar,

Delicadamente, vou enrolar você em volta de mim,

Eu estou com frio meu Amor, seus fios são Suaves…como a seda

São nobres como o linho egípcio, quentes como a lã das montanhas.

Caramelo, Caramelo, o seu cheiro é tão bom!

Assim, mesmo na obscuridade, na reclusão, na distância…

Eremita solitário, saiba de uma coisa:

Lá onde as estrelas caem, eu estou dançando,

Eremita, traga sua lanterna mesmo assim,

Eu tenho minha fogueira, mas ainda assim…está escuro,

Eu preciso de sua Luz, me traga sua lanterna,

Eu sou como uma mariposa, numa dança espanhola,

Eu estou batendo em sua Luz, estou te chamando,

Estou rodopiando em volta de sua Luz,

Ouve esse som…a mariposa está batendo na sua luz,

É o bater das asas da mariposa, é o som das castanholas,

A fúria da abertura de um leque, e o vento que lhe toca o rosto,

É o deslocamento de ar causado por meu manto.

Então, quando puder, quando quiser, quando estiver em paz,

Diga Bang!Diga Bang!Diga Bang!

E então…então eu cairei, enrolada em seus fios…

“Queen of light took her bow
And then she turned to go
The prince of peace embraced the gloom
And walked the night alone
Oh, dance in the dark of night
Sing to the morning light
The dark lord rides in force tonight
And time will tell us all”

The Mortal Joke…

É fácil julgar quando se vê do lado fora. Quem deveria estar do lado, está me apedrejando. Todos os dias, todos os dias pessoas de dirigem a mim e me dizem o que é certo. Estou farta de pessoas querendo ditar regras, ditar meu destino, o que eu deixei ou não de fazer. Eu estou cansada, e minha vontade é de desaparecer, ir para o Acre talvez… Eu errei muito nessa vida, e a única coisa que eu quero agora é alguém que não me julgue. Mas está tão difícil. O que eu posso dizer pra mim mesma, agora neste momento, é “Ana, eu acredito em você. Você fez a coisa certa.”, porque a todo o momento as pessoas apontam a mão na minha cara e dizem: “Você é egoísta”. Sim, olham pra mim apontam o dedo como se eu fosse um monstro. Claro…Eu tinha que conviver com uma pessoa, mesmo sendo infeliz. Eu tinha que brincar com os sentimentos daquela pessoa. Eu tinha que olhar e dizer “Eu te amo”, mesmo este sentimento não existindo mais. Eu quero desaparecer. Sabe porque?Porque essas acusações falsas me matam por dentro, as pessoas acham que eu sou um monstro, e eu sou apenas uma mulher fodida, que fez tudo às pressas, que abandonou tudo por ele, e no fim ficou sem nada. A única coisa que eu queria, é que respeitassem minhas escolhas. Você pode me dizer: “Você não fez nada, por que se preocupa?”. Sim, eu lhe digo: “Eu me preocupo demais com tudo. Eu estou sempre me cobrando, eu sempre fui julgada a vida toda sobre todas as minhas decisões. Eu quero alguns momentos de paz, pelo menos nesse exato momento. Eu não tenho mais ninguém para passar a mão na minha cabeça e dizer: “Está tudo bem, encoste aqui e pode chorar”. Estou sozinha agora, com frio, medo, e triste, muito triste, porque as pessoas transformam seus problemas em dragões horripilantes, que gospem fogo. E te fazem acreditar que a sua espada é fraca demais e que você não vai aguentar…

Agora eu sou motivo de piada, mas sou eu quem vai rir por último. Enquanto isso eu fico por aí, chorando no escuro e amaldiçoando todos os meus erros, e ouvindo meu pai dizer “Eu te disse, você fez tudo errado”, “Eu te avisei pra não ir morar com ele”, “Você é insensível e inconsequente”, “Você jogou sua vida no lixo”…

Sim, eu joguei minha vida no lixo e agora eu tento reciclá-la e tornar ela melhor. Mas a diferença é que agora eu vou cuidar de mim. Se eu não fizer isso, quem vai fazer?

Bite the peach … I’ll be watching … I’m a Stalker, with a glass of wine in hand.

Trecho do livro:  As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, trecho que não esqueço desde os meus 17 anos…

“Ana Clara contou que tinha um namorado que endoidava quando ela tirava os cílios postiços, a cena do biquini não tinha a menor importância mas assim que começava a tirar os cílios, era a glória. Os olhos nus. Em verdade vos digo que chegará o dia em que a nudez dos olhos será mais excitante do que a do sexo. Pura convenção achar o sexo obsceno. E a boca? Inquietante a boca mordendo, mastigando, mordendo. Mordendo um pêssego, lembra? Se eu escrevesse, começaria uma história com esse nome, ‘O Homem do Pêssego’. Assisti de uma esquina enquanto tomava um copo de leite: um homem completamente banal com um pêssego na mão. Fiquei olhando o pêssego maduro que ele rodava e apalpava entre os dedos, fechando um pouco os olhos como se quisesse decorar-lhe o contorno. Tinha traços duros e a barba por fazer acentuava seus vincos como riscos de carvão mas toda a dureza se diluia quando cheirava o pêssego. Fiquei fascinada. Alisou a penugem da casca com os lábios e com os lábios ainda foi percorrendo toda sua superfície como fizera com as pontas dos dedos. As narinas dilatadas, os olhos estrábicos. Eu queria que tudo acabasse de uma vez mas ele parecia não ter nenhuma pressa: com raiva quase, esfregou o pêssego no queixo enquanto com a ponta da língua, rodando-o nos dedos, procurou o bico. Achou? Eu estava encarapitada no balcão do café mas via como num telescópio: achou o bico rosado e começou a acariciá-lo com a ponta da língua num movimento circular, intenso. Pude ver que a ponta da língua era do mesmo rosado do bico do pêssego, pude ver que passou a lambê-lo com uma expressão que já era sofrimento. Quando abriu o bocão e deu o bote, que fez espirrar longe o sumo, quase engasguei no meu leite. Ainda me contraio inteira quando lembro, oh, Lorena Vaz Leme, não tem vergonha?”

                                                                                                                                 

Sim…a nudez dos olhos é muito mais importante…Ohhh Ana Paula…não tens vergonha?

I was a stalker?

And to think I saw him almost every morning … in the distance, sitting in the road bus, all in black shirts and thoughtful. Today I’d give anything to know what there thinking at that moment, but I just appreciate their beauty from afar, and when you got on the bus, I thought: “Will you remember me?”. And so went our way, you went to college, I believe, and I to the college as well, and work. We never talked, I just watched you without you realizing it …

Don’t be afraid, I’m just an ordinary woman, full of secrets to tell. A woman who shrinks to sleep, like a shell with a grain of sand inside … as the rain falls outside, and thousands of questions echoes in my head and one of them is: “Why?”, “Why I you can not get more of my dreams? Why are you so good a nightmare, which came at a time so horrible? “is just Sandman’s trick? he thinks I’m his puppet? I never wanted so much that he moved the strings in the middle of it so … so many nightmares, you come down the stairs, but I’m too far to reach me with my hands and touch his face and give you a kiss …

Hey, como estão as coisas?

Você me pergunta, eu respondo qualquer coisa, oculto parte da história, mas na verdade eu queria dizer:

Ontem foi um dia infernal. Milhares de ligações, rosto inchado, muitas lágrimas vertendo do meu rosto. E tudo porque eu não suporto ver uma pessoa sofrer. Nunca sofri tanto e às vezes eu me pergunto se eu mereço isso. Poderia estar tudo ok, eu não queria que isso tudo fosse assim. Eu poderia sim, aceitar a mudança proposta, mas o medo de sofrer vai ser maior, mas ao mesmo tempo o medo de ser egoísta e não aceitar a chance de me mostrar que tudo pode ser diferente. Poderia ter acabado em um: “OK sua filha da puta, nem precisa vir aqui buscar suas coisas, eu já estou jogando gasolina e botando fogo”.  Mas não, tem que me ligar, chorar, pedir, implorar, “mostrar que tudo pode ser diferente”, dizer “eu sei que fui um fdp, mas eu posso e eu vou te mostrar que podemos mudar”. As pessoas não entendem que muitas vezes é tarde demais. Eu escutei: “Sabe Ana, eu fui um imbecil por nunca ter lhe dito que você é Incrível, porque eu nunca tive medo de te perder, eu nunca enxerguei que estava te perdendo”. Eu sei, ele acordou só agora. Eu precisei dizer que não o amo mais, para ele me dizer que eu sou incrível. Eu fiquei  1 ano tentando mudar o cenário, mas nada era feito. Eu me pergunto, vale a pena se sacrificar?Tivemos muitos momentos bons, eu e ele, momentos que me fazem até querer dar uma chance, mas na próxima briga, eu vou me julgar, eu vou me condenar, e por fim, vou embora de vez, me sentindo uma trouxa. Me julgarei por não ter sido decidida em minhas palavras. De novo estarei pensando no lado dele e não meu. Ele me disse que eu nunca fui tão dura com ele. Sim, eu confesso, foi o meu erro maior. Eu também errei no relacionamento inteiro. Sempre baixei a cabeça e tudo estava bom, tudo ok…

It’s alright, it’s alright, it’s alright.

She moves in mysterious ways.

It’s alright, it’s alright, it’s alright.

She moves in mysterious ways…”

 

Eu queria apenas que tudo acabasse bem. Sem pedidos. Apenas um abraço de despedida, só isso. Apenas que ele me diga: “Vai com Deus, se cuida”. Mas ele vai ter que me fazer sofrer. Vai me fazer sofrer por não ter o deixado tentar. E eu vou carregar essa culpa até que eu veja que tudo já passou. Como diz minha amiga, “ele não vai se suicidar por isso”, mas o sentimento de “filha da putice” fica sempre, mesmo não tendo feito nada errado, aliás, eu fui sincera, eu poderia continuar lhe dizendo “eu te amo”, da boca pra fora, continuar dizendo “eu e meu namorado temos uma vida maravilhosa lá em Porto Alegre… quando não brigamos”. Óbvio, a parte do “quando não brigamos”, era sempre ocultada.

Eu não sou perfeita. Eu penso demais, e não penso pra falar. Sim, às vezes eu falo e não percebo que machuque. Muitas vezes sou uma ogra, mas sou sim capaz de amar, e amar muito. Portanto, odeio piadas, odeio quando fazem piadas acerca da minha capacidade de amar. Não quero que as pessoas me julguem. Quero apenas que entendam que a única coisa que preciso agora é apoio. Preciso que me digam que não preciso ter medo, que tenho que seguir o que meu coração está pedindo, pela primeira vez da vida. Preciso de pessoas, que na próxima vez que eu estiver com alguém, não me julguem como insensível (pode ser 1 ano depois, mas sempre tem alguém que diz: “Nossa…faz 1 ano que ELA largou do coitado” ). Eu esperarei o tempo necessário pra dizer “Estou pronta” (Bob Esponja Fellings).  Estou numa fase louca, eu preciso de lucidez, eu preciso tirar todo esse peso de tomar a iniciativa e acabar com tudo. Eu juro que nunca na vida eu quis tanto ouvir um “Acabou”, que não seja da minha boca. Sim, meu amigo, é aquela coisa horrível de tirar o peso das costas e jogar pra outra pessoa. Pode me dizer: -Coisa feia menina!

Estou me sentindo como a música “All we do is say goodbye”, de John Mayer:

 

“Just when I had you off my head
Your voice comes thrashing wildly through my quiet bed
You say you wanna try again
But I’ve tried everything but giving in

Why you wanna break my heart again
Why am I gonna let you try

When all we ever do is say goodbye
All we ever do is say goodbye
All we ever do is say goodbye
All we ever do is say goodbye

I bought a ticket on a plane
And by the time it landed, you were gone again
I love you more than songs can say
But I can’t keep running after yesterday

So why you wanna break my heart again
Why am I gonna let you try

When all we ever do is say goodbye
All we ever do is say goodbye”

 

Boiolagens  a parte, é a tradução perfeita das minhas brigas com ele queriam dizer e o que realmente vai acontecer. Eu apenas vou dizer adeus de vez, isso acontece, em algum momento de nossas vidinhas pacatas. Sou apenas mais uma pessoa na multidão, e o mundo me reserva muitas surpresas, pelo menos eu ainda acredito nisso. Por mais que seja a pior dor do mundo, isso dá e passa, e assim diz a minha sábia mãe…

Resumindo, é isso. E o que eu mais queria mesmo era te dizer “Boa Noite”, mas minha cabeça anda muito cheia ultimamente, me xingue por isso ok?É falta de educação não dizer “Bom dia!”, “Boa Tarde”, “Boa Noite”. Onde já se viu!

Sendo assim: Goodnight, mein Liebe, to every hour… in every day…

Let me know…

Silence all deserve your respect. We will have time and patience, we will live our lives and the sand slip through our fingers, and when there is more grain, just be sure there will be a single day to come. And then remember everything about what I said to him, and will one day tell me why could not sleep, but perhaps out of fear or pride, after all the sleepless nights, and my own, I wanted to know if it’s one less thing impossible apart. After each time grain take your place, let me know if I can still rise to touch the sky or walking in the rain with me …

If you’re not, tell me now, I would not do what you do not want. But I just need to know if it’s real. I need to know that the fact that you have made me feel alive was true or just a bad joke. I do not blame you have that effect on me …

Gute natch mein Liebe. What in your dreams find the answer you are looking for …

It’s not impossible things… meine Liebe.

“Você apareceu do nada e você mexeu demais comigo”

Tenho uma habilidade incrível em estragar tudo?Eu tento ser uma pessoa normal, uma pessoa que dá risada mesmo estando na pior. É uma válvula de escape. Eu não consigo entender que posso machucar as pessoas. Longe de ter a intenção disso, se isso fosse me fazer chorar mais tarde, madrugada adentro, como uma menininha renunciada pela mãe. Eu não sou perfeita, tenho meus defeitos, e olha que são muitos, mas não sou leviana. Eu não brinco com sentimentos, e ficaria muito chateada se imaginasse uma coisa dessas.

Estou com as mãos próximas da garganta, querendo me sufocar. A única coisa que eu quero é tirar esse peso de não amar mais uma pessoa com quem convivi três anos, e ter que dizer isso pra ela. Explicar que um dia amei, mas hoje não sinto mais nada. Nada que possa nos fazer ficar juntos de novo.Somente tenho a certeza que estou fazendo a coisa certa. E quando nós estamos nesse estado, vendo tudo aquilo que fizemos tão inconseqüentemente, aparecem surpresas na vida para mostrar o quanto mesmo você esteve errada esse tempo todo que achou que já sabia e tinha experimentado todas as sensações possíveis. Aparece feito uma tempestade que me deixou nua, sentindo frio e ao mesmo tempo calor, destruindo casas, arrancando árvores pela raiz,te deixando na escuridão a mercê do pecado. Estou mal, porque por mais que eu sofra, essa violência toda é deliciosa, é um vício, pois é  a primeira vez que eu experimento algo assim. Por isso não quero largar mais, estou viva, respiro ofegante, estou mais bonita. Penso em largar durante 1 segundo, mas é avassalador demais, e a toda hora eu quero me alimentar dessa força e quero cada vez mais, esse toque que me acaricia e que me bate,  esse vício que não desaparecer, isso que eu nunca tive na vida e julguei erradamente já ter vivido. E eu achava que já tinha me apaixonado de verdade, o meu orgulho todo foi posto a prova. Tomei uma bofetada tão forte, pesada, sutil, violento, que eu experimento o gosto do sangue todos os dias, todas as noites, 24 horas do meu dia, tirando meu fôlego, e dominando meus sonhos quando consigo adormecer. E enquanto ele estiver me batendo, eu vou adorar esse calor que me alimenta e me faz sentir viva, mesmo deformando meu rosto. Ainda terá a chuva pra me lavar, o vento para consertar meu rosto, e assim tudo recomeça. Ainda acha que tudo isso é uma mentira?É uma brincadeira?Uma “piada mortal”? Ich sage Ihnen, aber Sie irren sich meine Liebe…

“I’d love to touch the sky tonight

I’d love to touch the sky

So take me in your arms

And lift me like a child

And hold me up so high

And never let me go

Take me

Take me in your arms tonight

Hold me

Hold me up so high

And never let me down

Hold me

Hold me up so high

To touch the sky

Just one more time

Take me in your arms tonight

Take me in your arms

Just one more time

Just one more time

Just one more time”