[Inventamos amores procurando O Amor. Amargamos tristezas pra achar a felicidade perpétua.]

Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir…
Um risco, um passo, um gesto rio afora…

E vivemos por aí pensando em nossos demônios pessoais. O meu demônio pessoal sussurra nos meus ouvidos, durante a madrugada insone, uma legião de pensamentos sussurrando ora baixinho, ora numa loucura ensurdecedora. Ando tecendo as malhas do meu destino, com um sorriso insano no rosto, e um pouco de loucura nos olhos. Permito-me amar sem medo, mas eu não invento os meus amores. Ou será que invento? Eu acho a tristeza bonita? Sim, às vezes, eu sou uma pessoa que procura ver a beleza nas coisas, mesmo nas tristes. Eu vi esses dias, a foto de um bombeiro com lágrimas nos olhos, era uma foto triste, mas ela estava ali e não deixava de ser bela, mesmo com toda aquela tristeza representada em pixels na tela do meu monitor. E agora, minhas noites são tão longas, igual a felicidade utópica que eu persigo no meu dia a dia. Se eu erro, se eu choro, ao final eu dou risada, e é uma gargalhada gostosa, talvez uma risada inventada, uma tristeza de humor negro meio amarga, como um Diamante Negro que tinge meus dedos e eu como uma criança a lamber os dedos de chocolate. E então eu sujo meus lábios, e eu não me importo, pois chocolate é uma felicidade, quase perpétua, porque quando chega ao final da embalagem eu ainda estou procurando o meu Amor perdido ali, e geralmente, ele tem um gosto amargo, um gosto de noventa por cento de puro cacau, mas é isso que me faz perder o rumo, um Amor assim, tão puro, lapidado como diamantes negros, raros, complicados e quase perfeitinhos. Não tive muitos Amores nessa vida, mas os que eu tive eu respeito, e guardo dentro do baú de minha memória. Talvez uma história para ser contada mais tarde, uma história de vida. Todo poeta vive um grande amor, todo poeta se ilude, todo artista amarga suas tristezas em linhas insones. Eu invento o meu Amor me inspirando na arte de viver, e nesta arte eu encontrei o meu Amor, e ele está sorrindo agora. Eu posso amargar minha tristeza mais tarde, mas minha felicidade será perpétua guardada no baú de minhas boas memórias.

————————————————————–
Obrigada querida Malu, por ter escrito essa frase tão inspiradora que usei de título. Penso nela todos os dias!

Anúncios

Um comentário sobre “[Inventamos amores procurando O Amor. Amargamos tristezas pra achar a felicidade perpétua.]

  1. Ana , querida! Fiquei e estou sem palavras diante das suas. Dizem que o bom mesmo é sempre o que estar por vir … e eis que o melhor dessa frase , foi o seu texto que veio depois. Viva O amor e espalhe a tal felicidade! Malu

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s