O último poema da madrugada

Nesta casa no alto do verão, sorrisos desordeiros,
Eu já estive aqui antes do último entardecer,
Correndo pela orla como uma menina de 7 anos,
Cabelos bagunçados e um sorriso bobo na cara,
A fazer castelos de areia, cheios de espelhos,
Assim eu pensava, um castelo, onde eu veria,
Através do espelho, toda a Beleza e simplicidade,
De meu mundo tão singelo, com 7 pecados capitais…

Observo a janela da noite chuvosa lá fora, 
Eu vejo no reflexo do vidro que meu lado Mulher está a sorrir
E o sorriso dela nunca me pareceu tão bonito,
E então eu me lembro, do meu tempo de criança,
Em que pegava os sapatos e jóias de minha mãe,
E nos espelhos eu olhava meus sonhos de mulher,
Eu era apenas uma doce criança com os lábios pintados,
Brilhos no pescoço e pés pequeninos num sapato 39.

E perto de minha saudosa casa, há uma estrada de terra,
Onde eu apreciava tirar meus sapatos e andar descalço,
Entre um pé de fruta e outra, eu encontrava minha felicidade,
Em meio a natureza, minha criança sorria timidamente,
E o vento de fim de tarde acariciava meu rosto, e então,
As folhas balançavam e faziam uma canção, naquela tarde,
O céu de cores pintaram meu horizonte e a minha alma se engrandeceu
Como um quadro impressionista, cheio de cores esparsas…

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