Poema Inacabado

Ela se move pelas frestas, no escuro ela tira o véu
Talvez há algo ali que ninguém vê, uma suavidade inquietante,
Atrás de sua minuciosa dança, há mariposas, triviais, sensuais
Dançando na luxúria das luzes amareladas nas ruas de bordéis
Ela e o seu vestido vermelho, olhos indecentes,
E então ela costumava dizer que andaria debaixo da chuva
Despreocupada como uma mulher desacreditada, talvez
Ela esboçaria um sorriso de escárnio ao olhar pra trás,
E quando olhar seu fantasma a se arrastar nos lençóis,
Corpo úmido de suor a deslizar numa paz bruta, surreal?
Tão indecente aos olhos, está errado aos olhos de Deus?
Escorrega em tua pele, pelos, suor…o que está errado aqui?
Ela dança na sombra dos seus passos, o prazer, o desejo, o Amor.

Qual o melhor lugar para dizer a uma alma inquieta?
O quão bonito tua alma nas entrelinhas de um sorriso,
Quando à noite os anjos cantam teu nome, sensual,
Uma pele encarnada, intocável, a tremer de frio,
Tenso calafrio, pele branca, um convite tão distante, ressonante,
Abra teu coração lindo amante, canções ensurdecedoras pairam,
Na calada da noite o voyeurismo se encosta nas janelas, incólume,
Amores brutos, indefesos, delicados?Talvez…

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