Chama

Volte, mostre sua face, contra o espelho, calado,
Impessoal, talvez eu apenas observe escondida,
Na calada da noite, pensamentos, devaneios, consentidos…
Para meu paraíso impessoal, estou eu sofrendo em silêncio,
Em passos ruidosos, na calada da noite, o vento sopra,
Em meus ouvidos, aquela velha canção, uma velha piada,
Alma minha, inquieta, na tua paz petulante, ruidosa,
A coragem a cantar seus medos pueris no silêncio.

Para amar, levante-se, como um anjo ou um demônio,
O Amor tem duas faces, bruta e delicada, na pressa e na calma,
As mãos correm devagar, ou se mudam para a correnteza da fúria,
Consegue ver o quão dúbio, a sensatez do sentimento mais bonito,
E minha mãe dizia, que os amantes sofrem em silêncio, eu acredito,
Que meu silêncio se desfez como uma neve nos primeiros raios de sol,
E meu ardor corre como um rio de águas cristalinas…

Na escuridão de minha alma, eu chamo um nome,
Desconhecido para o mundo, minha alma inquieta,
Está a cantar uma dor no meu peito, ressonante?Dissonante…
E os anjos cantam uma canção tão zombeteira…Levante-se
Meu Amor desconhecido desceu ao sétimo inferno.
E ele me olha nos olhos como se me conhecesse,
E minha alma tão inquieta se encolhe como um grão,
Regado pelos dedos tão magras do tempo…
O tempo me olha o tempo todo nos meus olhos, brincalhão,
E a vida me prega uma grande peça, cheia de espetáculos.

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