When I was a child…

“We’ll be together with a roof right over our heads?”

Está tudo tão alto agora – eu pensava quando criança.
Quando eu era criança, eu queria subir no telhado de casa.
Eu queria fazer isso quando meus pais não estivessem em casa,
As emoções são maiores quando fazemos coisas proibidas não é?
E então um dia, eu subi no muro, apoiei meus pés num encosto,
E lá estava eu no telhado de minha velha casa, eu poderia ser a dona,
Eu me sentia como se pudesse ver tudo lá de cima, eu tinha poder,
Eu era a dona daquele lugar, junto ao ninho de pombas e pardais sujos
E assim, tão alto, tão alto, eu me senti livre, tão alto…tão solitária,
Como um gato, no silêncio, sentada em cima de telhas que poderiam se quebrar,
E algumas se quebravam, mas eu nunca, eu nunca tive medo de cair lá de cima.

E eu gostava daquilo, de ficar lá sozinha, apenas observando os detalhes,
Os carros passando, os cachorros fuçando as lixeiras, a vida lá embaixo,
Essa vida lá embaixo, era tão divertida, e eu apenas ria baixinho, lá de cima.
E foi então que percebi, nos meus tenros 9 anos de idade,
Que as pessoas estão sempre com pressa, com suas sacolas de supermercado,
Muitas vezes cabisbaixas, perplexas, presas em preocupações que eu nem imaginava
Nenhuma delas viu a menininha banguela risonha em cima do telhado, ainda bem…
E então todos os dias, pelas manhãs, eu brincava com meus cães no quintal,
E no meio da manhã, eu subia no telhado de minha velha casa, e lá ficava,
Eu tinha um velho relógio infantil no pulso, quando estava na hora de descer,
Eu esquentava a comida que minha mãe deixava, e partia para a escola.

Então às vezes eu me lembro dessa história, todos possuem algum segredo infantil,
E esse segredo nunca ninguém soube, eles ainda acham que as telhas quebradas,
Era apenas um casal de gatos bagunceiros que se divertiam pela madrugada.
Eu gostava daquele lugar, algumas telhas estavam ou eram quebradas, eu poderia trocá-las.
Mas se eu contasse isso, mamãe poderia descobrir meu segredo, e eu não queria,
Porque quando mamãe brigava comigo, eu subia no telhado, e ela me procurava,
Eu escondia minha velha bicicleta amarela, e então ela achava que eu estava às voltas,
Com minha velha bicicleta naquele bairro, me desviando de carros para comprar doces.
Mas eu apenas estava chorando lá do alto, quando minha mãe brigava comigo,
Eu chorava escondido, olhando ao meu redor, a vizinha e seus cães fugindo do banho,
A vida do alto meu Amor, era muito bonita…a vida do alto era tão diferente!

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