O lampião e a mariposa.

Em volta do lampião aceso naquele quarto, naquele sítio no meio do nada,
Há vários insetos circundando ao redor, dançando bêbados ao redor do fogo.
Eles se debatem, caem no chão e ficam rodopiando com as asas pra baixo,
Como anjos caídos por acreditar nas próprias convicções contrárias à lei divina.
E assim no dia seguinte eles amanhecem mortos, queimados pela própria luz,
“Não me importo, Não me importo”, disse a Mariposa,
“Esta é a minha luz, eu vou rodopiar em volta dela, até consumir todas as minhas forças.”



E como numa dança obscena, ela é hipnotizada, suas asas batem violentamente,
Aquele fogo é tão sensual,tão quanto o casal que se ama no quarto,
O calor da lãmpião queima suas asas,é como se arranhasse suas asas
Ela gosta disso, ela gosta desse golpe,ela gosta de suavidade, mas também gosta do golpe,
Ela chora feito um bebê, quando sua luz se apaga, pois a sua fonte de luz foi embora,
Ela fica perto de uma flor da janela do quarto, onde a luz se acende todas as noites,
Ela se camufla naquele tronco marrom, aquele cheio de juras de amor de 1980.
E quando o lampião se acende, ela aparece para beijar sua luz com seus cílios.
E então, ela se curva perante seu fogo, e suas asas batem um milhão de vezes…

Anúncios

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s